Olha para o lado
há de negar tudo
agora abandonado
vazio, esfomeado, imundo
se ainda fosse essa sua sorte
mas na riqueza que o cerca
só vê desolação, morte,
mentira e solidão.
talvez outro dia
ou ainda agora
tenta a poesia
outrora a prosa
que adianta, pergunta-se
mas não há resposta
no ponteiro que vai-se
fuzilando o minuto, a hora.
aguarda angustiado
ou luta por cumprir
todo aquele fardo
que sem nem saber, assumiu?
talvez outro dia
ou ainda agora
existe a poesia
existe a prosa
mas ele apenas aguarda o entardecer.
PS: o texto anterior não previa continuação. Talvez eu ainda escreva uma continuação, dado o retorno em comentários sobre ele, mas não prometo nada. Uma pequena pausa na prosa para esta poesia tosca, apenas para relaxar um pouco o clima - ou deixar mais pesado? Enfim...
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